A Cavaleira Ana Batista comemora vinte cinco anos de alternativa. Um quarto de século que, enquanto profissional, a podemos observar nas nossas Praças.
Claro que está de parabéns, mas está de parabéns não só por andar há duas décadas e meia a mostrar a sua Arte neste patamar, mas também por o fazer com uma enorme elevação.
Ver a Cavaleira Ana Batista em Praça é presenciar um caso único de uma simbiose de poderio na ação com classe no estar.
A exercer funções num mundo maioritariamente masculino não caiu no erro de perder a sua feminilidade para ser aceite entre os pares. É uma mulher que toureia como qualquer homem e se mantém uma Senhora!
Cada ferro que lhe vemos colocar é, na maioria das vezes, um misto de garra até ao momento da reunião e de delicadeza no momento imediatamente a seguir.
A mesma mão que agarra com firmeza um ferro e o leva até ao morrilho do touro é a que de seguida ergue em ecarté como se de um momento de ballet clássico se tratasse.
A Ana Batista é a prova viva de que não é preciso embrutecer para se mostrar forte, que não é necessário perder a delicadeza feminina para vingar num sector maioritariamente de homens, que há espaço para todos sem que seja necessário ceder na identidade própria de cada um.
Para nós mulheres aficionadas é um privilégio ter esta representante que dignifica o género feminino e enaltece a figura da mulher, sem condescendências bacocas, com tenacidade e determinação, mostrando com fibra e afinco porque é Figura do toureio a cavalo.
Obrigada Ana Batista por todos estes anos de dedicação e empenho onde à beleza da arte de tourear somou a elegância e a classe feminina.
Que esta temporada de efeméride comemorativa seja repleta de sucesso e em todas as lides lhe toque em sorte o oponente que lhe permita um triunfo digno deste seu percurso que honra o sector e dignifica o desempenho da mulher.
Fernanda Maria Mouzinho






