“ O Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio é celebrado em 18 de junho, conforme a ONU. A data foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2021 para combater a discriminação, xenofobia e discurso de ódio. O objetivo é mobilizar pessoas, organizações e governos para erradicar o ódio e promover uma cultura de respeito e dignidade.
O discurso de ódio é definido como qualquer tipo de comunicação que incite à violência, ódio ou discriminação contra indivíduos ou grupos. A ONU reconhece que o discurso de ódio pode ter um impacto negativo na paz, segurança e desenvolvimento, além de violar os direitos humanos. A estratégia da ONU sobre discurso de ódio enfatiza a importância de combater o problema de forma holística e com respeito à liberdade de expressão.
O combate ao discurso de ódio envolve a conscientização, a educação e a promoção da tolerância e do respeito mútuo. É fundamental denunciar casos de discurso de ódio e apoiar as vítimas. Também é importante desenvolver ferramentas e estratégias para combater o discurso de ódio online e offline, envolvendo jovens e outras partes interessadas.
Neste Dia Internacional, a mensagem é clara: não existe um nível aceitável de discurso de ódio e todos nós devemos trabalhar para erradicá-lo completamente. “
Pois é, ontem foi esse dia de apelo à tolerância e respeito mútuo erradicando os discursos de ódio.
Não podia estar mais de acordo!
Mas estou acima de tudo de acordo com destaque para o ponto que sublinha o respeito mútuo.
Na prática, este discurso da tolerância tem só um lado. Existe um lado politicamente correcto e um outro que não está abrangido por esta recomendação de tolerância e respeito mútuo.
Na prática eu não posso insurgir-me contra os vegetarianos mas os vegetarianos vomitam palavras de ódio contra os que comemos bifes de vaca.
Na prática eu não posso afirmar que calor no verão e frio no inverno sempre tivemos cá no hemisfério norte, sem que os ambientalistas me apliquem o rótulo de negacionista das alterações climáticas.
Na prática eu não posso ser a favor da Vaca da Corda como preservação da tradição de séculos de Ponte de Lima ( que por coincidência acho que também acontece hoje), sem ser ofendida com palavras que me consideram pouco civilizada.
Na prática eu não posso achar absurdo a utilização do trato na base do “todos, todas e todes “, sem que me apelidem de retrógrada.
Na prática eu tenho que digerir criticas e a ridicularização da minha Fé, mas tenho que aceitar e respeitar as crenças dos outros.
Na prática eu tenho que ver programas degradantes na televisão pública, mas não são permitidas transmissões de Corridas de Touros porque meia dúzia gritaram contra.
Na prática eu tenho que ser tolerantes com os outros mas ao mesmo tempo tenho que ouvir frases de ódio cada vez que compro o meu bilhete para entrar no Campo Pequeno, para assistir a um espetáculo cultural legal, que faz girar a economia, que dá uso ao espaço de acordo com o objetivo para o qual foi construído… a Corrida de Touros.
Na prática temos um dia para alertar para os perigos dos discursos de ódio, mas o mesmo só serve para temas escolhidos a dedo por uma minoria que se autodenomina dona do saber e da verdade absoluta.
Sou absolutamente contra os discursos de ódio. Mas todos rios têm duas margens, a direita e a esquerda, não se pode chegar com a água à foz levando-a apenas por uma das margens….
Sejamos mutuamente tolerantes!
Fernanda Maria Mouzinho






